Dívida pública federal atingiu R$ 9,28 trilhões em julho de 2026
A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 9,28 trilhões em julho, aumento de 0,22% em relação ao mês anterior, segundo o Relatório Mensal da Dívida (RMD) publicado nesta quarta-feira (26/8) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com a pasta, a variação é justificada pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 85,53 bilhões, neutralizado, em parte, pelo resgate líquido, no valor de R$ 65,14 bilhões.
Com esses dados, o estoque da dívida pública federal ficou fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.
O prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, passou de 4,01 anos em junho para 4,94 anos em julho, ficando fora do intervalo estipulado pela PAF 2026 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).
Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (14% ao ano). Em julho, a composição da DPF ficou da seguinte forma:
O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras. O estoque passou de 31,76% em junho para 31,34% em julho. A participação da Previdência Social na DPF saiu de 23,52% para 22,73%.
A reserva de liquidez da dívida pública aumentou em julho em comparação a junho. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).
O colchão aumentou 1,89%, passando de R$ 1,34 bilhão para R$ 1,37 bilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 7,81 meses de vencimentos de títulos.
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