Irã ameaça fechar Ormuz depois de anúncio de Trump
Formada em jornalismo pela Universidade Paulista. Atuou em veículos como Folha de S.Paulo e Rede Brasil de Televisão. É repórter de Oeste em São Paulo
O Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz se países vizinhos apoiarem as novas sanções dos Estados Unidos, conforme declarado por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, neste sábado, 22. O governo dos EUA, liderado por Donald Trump, anunciou medidas econômicas severas para pressionar a economia iraniana, afetando o comércio na região.
O Irã ameaçou, neste sábado, 22, fechar o Estreito de Ormuz caso países vizinhos apoiem as medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Teerã. A ameaça partiu do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei.
“Se os países vizinhos do Irã cooperarem com os americanos na guerra econômica, nem uma gota de petróleo sairá pelo Estreito de Ormuz”, disse Rezaei, segundo a mídia estatal iraniana.
O dirigente também afirmou que Teerã considera inimigos os países que ajudarem os EUA.
O governo norte-americano anunciou novas sanções contra o Irã e afirmou que pretende aplicar as medidas econômicas mais duras já adotadas contra o regime.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que Washington busca aumentar a pressão sobre a economia iraniana e restringir as receitas de petróleo.
Trump também alertou países que continuarem apoiando o Irã. A pressão de Washington ocorre durante o conflito entre os EUA, Israel e o regime iraniano, que já provocou forte redução do comércio pelo Estreito de Ormuz.
Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A passagem já opera abaixo do nível normal por causa da guerra e das restrições impostas pelo Irã.
A situação já afeta exportadores da região. Nesta sexta-feira, 21, o petróleo Brent fechou a US$ 94,39 por barril, o equivalente a cerca de R$ 487. O WTI terminou o período em US$ 87,06, aproximadamente R$ 449.
O Irã, no entanto, autorizou nesta sexta-feira a passagem de alguns navios-tanque iraquianos pelo estreito. A decisão ocorreu depois de negociações com o governo de Bagdá.
Além do impacto sobre o preço do petróleo, o bloqueio da passagem pode afetar o transporte de combustíveis e outras cargas entre os países do Golfo e os mercados asiáticos. China, Japão e outros grandes compradores dependem da rota para receber energia da região.
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